quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CÔVADO NA BÍBLIA

Origem histórica:

Há mais de 2500 anos o filósofo grego Pitágoras afirmou que: "o homem é a medida de todas as coisas". E, realmente, as primeiras unidades de medidas de comprimento usadas pelo homem – palmo e pé – são antropométricas (antropos significa homem e metros medida, em grego).

Supõe-se que o mais antigo padrão de medida linear tenha surgido no Egito, por volta de 3000 a.C. Era o côvado, baseado no comprimento do antebraço, do cotovelo à ponta do dedo médio. Segundo a Bíblia, a arca de Noé, com três andares, tinha o comprimento de 300 côvados, a largura de 50 côvados e a altura de 30 côvados.

Evidentemente o côvado era uma medida aproximada. Dependia do porte do indivíduo. O famoso matemático russo Yakov Perelman (1882-1942) estimava um valor médio de 45 centímetros. Há também a hipótese de 52,4 centímetros, baseada em verificações pertinentes à época de Anemenés I, que reinou entre 1891-1962 a.C.

sábado, 6 de junho de 2015

PEDRA DE ESQUINA "MATEUS 21.42"

A imagem da "pedra de esquina" (também conhecida como "pedra angular")  (Mateus 21.42; Marcos 12.10 e Lucas 20,9-19). Em todas essas passagens Jesus relembra aos fariseus a passagem presente em Salmos 118,22:

"A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular".
Trata-se de uma metáfora através da qual Jesus condena os seus interlocutores, que o rejeitam, Ele que é o ponto de partida para a construção da Igreja.

Como toda metáfora, a interpretação tende a um significado elevado, mas parte de uma realidade concreta. Nesse caso tem a ver com a arquitetura das construções antigas, quando não existia o ferro e o cimento armado. O ponto de partida era a "Pedra Angular", a primeira pedra colocada na esquina, no ângulo de duas paredes. Precisava ser uma pedra importante, grande, pois teria que suportar a estrutura das duas paredes. A imagem acima pode nos ajudar a entender a metáfora. A Pedra Angular é a maior, aquela mais clara.

Nós cristãos ajudamos na construção do Novo Templo, do qual Cristo é a Pedra fundamental. Nós, como lembra 1Pedro 2,5, somos pedras vivas, apoiadas e suportadas pela pedra angular, que é Cristo.
PEDRAS ANGULARES - No hebraico zaviyyoth, termo que aparece somente no Salmo 144.12 e Zacarias 9.15. No grego, Akrogoniaios, "ângulo extremo", palavfra que figura somente em Efésios 2.20 e 1 Pedrol 2.6 (citando Isaías 28.16). 
As pedras angulares eram maciças pedras postas na esquina formada pela junção de duas paredes, unindo-as de modo mais firme do que poderia ser feito, na antiguidade, de outra maneira qualquer. Essa pedra também contribuía para fortalecer os alicerces da estrutura. 
A "pedra de remate" (no hebraico, eben roshah, ou "pedra da cabeça"), que aparece em Zac. 4.7, parece indicar que, em algumas construções, as paredes que formavam eslquina eram unidas no alto por alguma forma de pedra. O Trecho de Isaías 28.16 refere-se a uma certa pedra, que nossa versão da Bíblia em português chama de "angular", mas que no hebraico é pinnah, que era usada como laje sobre a qual uma parede era constuída, a fim de melhor ligá-la com outra, em uma esquina. Algumas vezes, essas pedras formavam duas camadas. A arqueologia tem demonstrado que a maioria das pedras angulares eram simplesmente "imensas pedras", toscas e mal formadas. Mas, a partir da época de Salomão, essas pedras eram cortadas e modeladas cuidadosamente.

FONTE:

INTERNET

sábado, 30 de maio de 2015

ODRE "Mateus 9:17"

O modo comum de se fazer um odre era abater um animal, decepar-lhe a cabeça e as patas, e então retirá-lo cuidadosamente do couro, de um modo que fosse desnecessário abrir a barriga do animal. O couro era então curtido, e depois todas as aberturas, exceto uma, eram costuradas. O pescoço, ou talvez uma das pernas, ficava sem costura e servia de abertura que podia ser tampada com uma rolha ou um cordão. Os couros de ovelha, de cabrito, e às vezes de boi, eram utilizados com tal objetivo, e, em alguns casos, deixavam-se os pelos nas peles usadas como recipientes para leite, manteiga, queijo e água. No entanto, era necessário um processo mais cabal de curtição quando os odres se destinavam a guardar azeite ou vinho. Até mesmo em épocas mais recentes, têm-se fabricado muitos odres dessa mesma forma, no Oriente Médio. Quando os odres para água não são curtidos, transmitem um sabor desagradável à água conservada neles.

Ao despedir Agar, Abraão equipou-a com um “odre [hebr.: hhé•meth]”. (Gên 21:14, 15, 19) Os gibeonitas disseram a Josué: “Estes são odres de vinho [hebr.: noʼ•dhóhth] que enchemos quando novos, e eis que rebentaram.” (Jos 9:13) Tal coisa poderia acontecer com o tempo, devido à crescente pressão resultante da fermentação ativa do vinho. Eliú disse: “Eis que meu ventre é como o vinho sem respiradouro; como odres novos [hebr.: ʼo•vóhth], quer rebentar.” (Jó 32:19) Em geral, porém, os odres novos de vinho suportavam a pressão interna resultante da fermentação ativa do vinho. Todavia, velhos odres de vinho ficavam com o tempo endurecidos e perdiam a elasticidade, de modo que tendiam a rebentar. Por isso, Jesus Cristo disse apropriadamente: “Tampouco se põe vinho novo em odres velhos; mas, caso o façam, então os odres rebentarão e o vinho se derramará, e os odres ficarão arruinados. Mas, põe-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas ficam preservadas.” — Mt 9:17.Davi, fugitivo assediado por inimigos, referiu-se de forma figurada ao odre, dizendo: “Põe deveras as minhas lágrimas no teu odre.”
Odre ressecado 
(Sal 56:8) Com isso, Davi pedia a Deus, em quem depositava sua confiança, que colocasse suas lágrimas num odre, por assim dizer, para que se lembrasse delas. Provavelmente bolsas de pele cheias de vinho eram às vezes penduradas num local em que podiam ser defumadas, de modo a protegê-las dos insetos, ou para que o vinho adquirisse rapidamente certas propriedades desejadas. Por outro lado, quando não estavam em uso, os odres talvez fossem pendurados num aposento sem chaminé, e assim ficavam enegrecidos pela fumaça do fogo ali aceso. Tais odres de vinho logo perdiam sua elasticidade e se enrugavam. Foi talvez pensando nisso que o salmista, assolado por tribulações, disse: “Pois, tornei-me como um odre na fumaça.”
ODRES MODERNOS



FONTE:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Odre

quinta-feira, 28 de maio de 2015

ALJAVA "Salmos 127.3-5"



(nome de origem árabe, originalmente usado para designar uma saca em que se levava cereais) é um equipamento, espécie de coldre ou estojo, usado para carregar as flechas usadas pelos arqueiros desde a mais remota Antiguidade.Uma aljava era uma bolsa que geralmente comportava até 20 flechas de reserva para uso numa batalha. A aljava permite o transporte de grande quantidade de flechas, além de possibilitar ao arqueiro municiar-se com rapidez e facilidade. Como uma mochila atual, possui uma correia ou cinta com a qual é pendurado ao lado ou nas costas. As flechas são dispostas com a seta voltada para baixo, no interior do coldre, a fim de evitar acidentes. O uso nas costas da aljava era o preferido na infantaria e na cavalaria antiga, e modernamente para os praticantes das modalidades desportivas de tiro rápido - em razão de permitir uma maior agilidade dos movimentos e fácil acesso à flechas; já as modalidades de precisão trazem-na ao lado, à altura da cintura, modo mais cômodo para sacar das flechas e em que não há necessidade de desimpedir os movimentos.
Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aljava

VASO DE ALABASTRO "Evangelho de Marcos 14.3"


Estes pequenos vasos tinham diversas formas é um pouco complicado identificar o formato, por isso vou colocar alguns formatos aqui.
A matéria-prima cerâmica utilizada para a confecção desses vasos era o “alabastro”, um gesso branco, finíssimo, mais suave do que o mármore. Quanto ao formato, esses frascos de alabastro tinham um formato pequeno, em torno de 14 cm de altura, sendo que seu corpo era normalmente redondo ou ovalado, com um gargalo comprido. A boca do gargalo era selada, de modo a preservar o perfume do bálsamo. Agora, dá para entender por que a mulher “quebrou” o vaso para usar o bálsamo. Esse selo, repetimos, funcionava como uma espécie de vedação. O vaso possuía uma pequena alça para que pudesse ser manipulado e para ser carregado. 
Vasos de Alabastro

Fazia parte da tradição daquelas terras que as famílias comprassem um vasinho desses quando uma de suas filhas fosse se casar, fazendo parte do dote. Quanto mais abastada fosse a família, maior seria o valor das especiarias contidas no frasco. Quando a moça fosse pedida em casamento, deveria quebrar o vaso aos pés do noivo, pois estaria praticando uma espécie de honraria com o seu futuro marido. Outros registros contam que as moças carregavam um frasco de alabastro no pescoço, como se fosse um colar, e que na noite de núpcias ela quebrava o objeto, aspergindo o nardo em seus lençóis. Por ser um momento tão especial para a nubente, imagina-se quanto ela deveria valorizar tal vasinho de alabastro.
 

Estes vasos em sua maioria vinham da Síria, mais precisamente da cidade de Damasco, e era comum os sírios comprarem estes vasos quando as filhas da casa estavam para casar. O vaso de alabastro no passado era um vaso fabricado de material especial derivado de uma pedra que na antiguidade era encontrada em Alabastron, região do Egito. Dela se extraia o carbonato de cálcio para fazer o vaso, que tinha grande valor e geralmente tinha o formato pequeno com tampa onde eram conservados os perfumes mais valiosos.





Fonte:

http://www.elevados.com.br/artigo/308/vaso-de-alabastro.html

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PEDRA DE MOINHO "MATEUS 18.6"



Mateus 18.6 "Entretanto, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar".

Este texto fala de uma pedra que era usado pelas mulheres.

Engenho simples, que geralmente consiste em duas pedras circulares (uma sobreposta à outra), entre as quais se moem diversos tipos de cereal, comestíveis, debulhados, para transformá-los em farinha.  Tais dispositivos eram usados desde os primitivos tempos patriarcais, pois a esposa de Abraão, Sara, fez bolos redondos à base de “flor de farinha”. (Gên 18:6)


Usualmente eram duas as mulheres que operavam esta espécie de moinho manual. (Lu 17:35) Sentavam-se de frente uma para a outra, as duas com uma mão na manivela para fazer girar a mó superior. Uma das mulheres, com a mão livre, colocava o cereal para moer, em pequenas quantidades, na abertura da mó superior, ao passo que a outra recolhia a farinha à medida que saía da borda do moinho e caía na bandeja ou no pano estendido por baixo do moinho.



No Oriente Médio, o costumeiro moinho manual dos tempos antigos consistia em duas pedras redondas, sendo a mó superior ajustada para girar sobre a inferior. (De 24:6; Jó 41:24) Atualmente, a mais pesada pedra inferior costuma ser de basalto, e freqüentemente tem uns 46 cm de diâmetro e de 5 a 10 cm de grossura. Um pino fixo no centro da pedra inferior serve de eixo para a mó superior. A superfície moedora da pedra inferior, estacionária, é convexa, permitindo que a farinha saia pelo perímetro da mó. A superfície inferior, côncava, da mó superior ajusta-se à superfície da pedra de baixo. Uma cavidade em forma de funil, no centro da pedra superior, acomoda o pino e serve também para colocar os grãos no moinho. Perto da borda da mó superior há uma cavidade na qual se insere um pau, que serve de manivela para a mó superior.

As Escrituras falam também de moinhos maiores. Jesus Cristo mencionou “uma mó daquelas que o burro faz girar” (Mt 18:6), que talvez fosse similar àquela que o cego Sansão foi obrigado a girar para os filisteus, quando “veio a ser moedor na casa dos presos”. — Jz 16:21.

Durante o ataque de Abimeleque à cidade de Tebes, “certa mulher jogou uma mó superior na cabeça de Abimeleque e quebrou-lhe o crânio”. (Jz 9:50, 53; 2Sa 11:21) Em Revelação (Apocalipse), a repentina e derradeira destruição de Babilônia, a Grande, é comparada ao lançamento no mar de “uma pedra semelhante a uma grande mó”. — Re 18:21.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OS TERAFINS

Ídolos do Lar

Os povos da antiguidade eram muito apegados com os terafins.
Quem tivesse a posse dos terafins, garantiria para si, a herança da família. Era como uma escritura de propriedade, uma garantia de herança. Era uma “documentação” importante em assuntos de partilha de bens. Além disso, de acordo com antigos códigos de leis sumerianos, os terafins eram uma espécie de certificado de propriedade que alguém precisava para firmar-se dono de uma terra. Caso os ídolos fossem parar nas mãos de outra pessoa, essa se tornava automaticamente a proprietária dos terrenos que eles demarcavam. Por serem pequenos, poderiam facilmente ser roubados e cabia ao dono o cuidado de guarda-los para não ser lesado. Os terafins eram queridos pelo povo para consulta: “Pois o rei de Babilônia está parado na encruzilhada, no princípio dos dois caminhos, para fazer adivinhações; ele sacode as flechas, consulta os terafins, atenta para o fígado” (Ezequiel 21:22 – Almeida Revisada Imprensa Bíblica).

UM CASO ESPECÍFICO: PENATES

Eram conhecidos entre os romanos e etruscos como penates (deuses protetores do lar).
Os penates eram “deuses” responsáveis pelo bem-estar e prosperidade das famílias.
O próprio nome penates vem da palavra penus (dispensa).
Os bens e a dispensa da família eram consagrados a ele.
Os chefes de família eram os sacerdotes dos penates de sua própria casa.
A eles eram oferecidas suas partes nas refeições diárias.
Cada família romana adorava dois penates e quando uma família viajava, transportava consigo os seus penates. Os penates não tinham nomes individuais, sendo conhecidos pelo nome genérico penates. Eles estavam associados aos Lares, outra espécie de divindade doméstica romana.
No altar doméstico, a imagem do Lar era colocada entre as imagens dos dois penates.
No final do Império Romano, os penates eram colocados atrás da porta de entrada da casa e uma vela ou lamparina ficava queimando diante das imagens.
Nas festividades especiais romanas, nos aniversários, casamentos e retornos seguros de viagens, as imagens recebiam coroas e lhes eram oferecidos bolos, mel, vinho, incenso e às vezes um porco.
Assim como as famílias, o Estado romano também tinha seus penates públicos.

Observação: Sabemos que tudo isso vai contra os mandamentos de Deus, por isso os Cristãos não usa isso como amuleto ou seja o que for. By Pr. Fernando.

FILACTÉRIOS "TEFILIN"

Sacerdote Judeu

    CURIOSIDADE JUDAICA

Deuteronômio 11:13-21

“13 Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o Senhor, vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma,14 darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite. 15 Darei erva no vosso campo aos vossos gados, e comereis e vos fartareis. 16 Guardai-vos não suceda que o vosso coração se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos prostreis perante eles; 17 que a ira do Senhor se acenda contra vós outros, e feche ele os céus, e não haja chuva, e a terra não dê a sua messe, e cedo sejais eliminados da boa terra que o Senhor vos dá. 18 Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os olhos.19 Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos. 20 Escrevei-as nos umbrais de vossa casa e nas vossas portas, 21 para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a vossos pais, e sejam tão numerosos como os dias do céu acima da terra.”


Em suma, os quatro parágrafos da Torá que se encontram nos pergaminhos dentro dos tefilin transmitem as seguintes mensagens:

*Shemá Israel - Proclama a unidade divina, base fundamental da fé judaica: descreve a ordem divina de colocar os Tefilin sobre a mão e sobre a cabeça. 

*Vehayá Im Shamoa - Expressa a promessa de Deus, sobre a recompensa esperada pela observância dos preceitos da Torá, e o aviso da retribuição pela desobediência aos mesmos. 

*Cadêsh Li - O dever de Israel sempre relembrar a redenção da escravidão no Egito. 

*Vehayá Ki Yeviachá - Recorda o dever que cada pai judeu tem de ensinar a seus filhos todos estes temas.

A prática de se colocar tefilin é um ritual criterioso, cheio de leis, normas e simbolismos com significados místicos típicos do judaísmo, onde o homem judeu religioso o faz com muita devoção, reverência e sentimento de identificação com as tradições e os valores judaicos.

Os tefilin são colocados no braço e sobre a cabeça a partir do momento em que o menino completa 13 anos de idade, seu bar-mitsvá significando que deve viver conforme as leis e costumes de Israel. É costume iniciá-lo na prática de colocar os tefilin algumas semanas antes da data exata de seu aniversário. Pelo costume Chabad inicia-se a colocação dos tefilin exatamente dois meses antes do 13º aniversário (de acordo com o calendário hebraico). Depois de praticar um mês sem pronunciar a bênção, começa-se a recitá-la.